Quarta Feira
Entrevista – Marcio Benjamin
NOME: Mácio Benjamin Costa Ribeiro
IDADE: 37
CIDADE: Natal/RN
RELACIONAMENTO: União Estável
Eu sou um natalense de 37 anos, escritor, advogado, que
adora uma boa história de terror.
2. Quem o trouxe para o mundo da leitura?
Foi muito do exemplo dos meus pais, sempre se tinha muito
livro, revista, jornal em casa. Eu lia até bula de remédio, vidro
de xampu (risos).
3. De onde vem à inspiração para escrever?
Do que eu lia de outros escritores. Principalmente Stephen
King, quem eu adoro até hoje, e muito também de brasileiros
como Marina Colasanti e Rubem Fonseca.
4. Com quantos anos começou a escrever?
Comecei a escrever histórias de terror com 13 anos, mais ou
menos.
5. Quais as dificuldades de ser um(a) escritor(a) brasileiro?
A parte financeira. Como disse, sou advogado, apesar de
viver para escrever, não vivo do escrever (risos). As pessoas
precisam acordar para a força da leitura. Não digo dos livros
propriamente, mas da leitura como uma filosofia de vida.
Você aprende a ser gente lendo.
6. Qual o publico alvo de seus livros?
Olhe, eu não tenho um público específico. Gostaria que todos
lessem (risos). Mas acho que o meu trabalho tanto pode
atingir os jovens como adultos.
7. Qual foi a parte complicada na construção de seus livros, a
que você teve mais dificuldade? E a mais fácil?
Acho que foi dar continuidade a algumas histórias e o
processo de escrita mesmo, por falta de mais tempo. A mais
fácil e prazeirosa é falar com o publico.
8. Enquanto escreve, compartilha a historia com alguém, para
pedir conselho?
Contos não, mas romance sim. Mostro muito pra meu noivo,
Sid. Ele é meu primeiro leitor.
9. Se começasse a escrever agora, mudaria alguma coisa?
Mergulharia fundo no terror e intensificaria a divulgação.
10. Qual seu outro hobby, além da leitura e a escrita?
Nadar, caminhar e tomar cerveja (risos).
11. Qual sua primeira obra publicada? Conte-nos um pouco
sobre.
Considero a minha mesmo o livro maldito sertão, que é uma
visão aterrorizante sobre as nossas lendas do folclore. Lancei
em 2012. Virou quadrinhos em 2016.
12. Qual a sensação de entrar em uma livraria e ver seu livro
em uma das estantes?
Inexplicável, deve ser como ver um filho vivo.
13. Qual gênero você gosta mais de ler e escrever?
Terror, sempre! Temos muito a aprender com o medo.
14. Qual sua formação?
Sou advogado, especializado em direito tributário e
previdenciário.
15. De onde você tira o nome dos personagens de seus
livros? De alguma forma tem relação com sua vida?
Sim e não. Relações diretas não, mas sempre tem um
caquinho de história real aqui e ali.
16. Se não fosse escritor(a), qual seria sua profissão?
Advogado! (risos).
17. Qual sua obra favorita, sem ser a sua? E seu autor(a)
favorito(a)?
Eita, danado! Conto, Sombras da noite e Romance, O
Cemitério. Ambas de Stephen King.
18. Você gosta de ouvir músicas enquanto escreve? Que
tipo de música?
Não gosto. Sou muito disperso. Prefiro silêncio.
19. Muitos se sentem incomodados com as criticas. Como
você reage a elas?
Adoro ser criticado por pessoas competentes. Críticas bem
fundadas só nos fazem crescer.
20. Nos fale um pouco sobre suas experiências literárias.
Como eu disse, eu leio faz séculos, e sempre tive algo pra ler
à disposição. Acho que esse é o segredo. E o exemplo
também. A partir daí surgiu a vontade de escrever e tiver a
honra de ter uma editora excelente que sempre me apoiou.
Sobre a criação, acho que é antes de tudo necessário ler. Me
preocupa pessoas preocupadas em lançar livros, querendo
saber como se publica, mas pouco ou nada se fala em ler e
isso é assustador! (risos). Antes de ser um grande escritor,
ou ao menos escrever, você precisa ser um grande leitor!


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